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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

cumprindo etapas

Conforme minhas previsões, o primeiro candidato que foi conhecer a Elvira "pessoalmente" se encantou por ela. Já escolheu um nome novo e logo, logo, ela irá para sua família definitiva. Mas, enquanto isso, estamos na luta para vencer as etapas. A primeira, foram as vacinas e os banhos para curar uma feridinha na pele. Amanhã, vem a mais importante: a cirurgia de castração. Depois, teremos a recuperação e só então ela irá embora, começar uma nova vida com suas pessoas.

A Elvira é uma cadelinha sortuda. Apareceu para mim um dia antes da semana de chuvas fortes que caíram em Brasília, está muito bem de saúde, apesar do tempo que ficou na rua, arrumou uma nova família em 1 semana e ainda conseguiu um anjo da guarda (que quer permanecer anônimo) para custear a cirurgia de castração. Outros anjos conseguiram um enxoval completo, incluindo casinha de madeira e coleira nova. Sem falar na torcida do pessoal que acompanhou a chegada dela lá em casa e aqui no blog.

Assim que estiver tudo resolvido, coloco mais notícias dela aqui. Agora é torcer para tudo caminhar bem e termos em breve um final feliz para esta história!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

procura-se um dono!

Essa simpática cachorrinha é a Elvira. Ela literalmente pulou na frente do meu carro na semana passada e, por sorte - e por dirigir devagar - consegui parar o veículo. Ao ver a carinha dela não resisti e a levei para minha casa. Já foi ao veterinário, está ótima, sem pulgas ou carrapatos, tomou vermífugo e fez hemograma. Tudo perfeito. O que ela precisa agora é de uma boa família, porque não poderemos ficar com ela. Shiva e Guido não aceitam irmãozinhos e ela é muito boazinha para ficar presa numa área de serviço o dia todo. Faz suas necessidades no lugar certo, late pouco, é mansa e dengosa. Gosta de brincar e assim que tiver recuperado o peso (porque está bem magrinha), ficará mais linda!

Quem não puder adotá-la e quiser me ajudar a divulgar a Elvira, agradeço muito. Ela merece um ótimo lar! Minha intenção é entregá-la esterilizada, estou providenciando a cirurgia para o mais breve possível.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

trio felino

Tudo começou quando aranhas horríveis apareceram na casa da minha amiga gateira. A dedetização era urgente! Mas, onde deixar os três lindos gatos??? Depois de várias ligações e respostas nada animadoras, convidei o trio felino para passar o final de semana lá em casa. Ajeitamos um cômodo vazio e a turma chegou meio ressabiada no sábado. De mala, cuia, poste e bolinhas. Cheiraram tudo e logo viram que tinham companhia no lado externo. Shiva e Guido nem se aperceberam da presença dos gatos.

Eddie é o siamês carinhoso, sociável e nada medroso. Foi logo chegando e se enroscando nas minhas canelas, aceitou de bom grado o cafuné e um biscoitinho sabor peixe. Chazz é o frajolinha, o mais arisco e ressabiado, ficou escondido na caixinha de transporte e logo arrumou um canto atrás do vaso sanitário para se esconder. Leozinho é o terceiro e mais novo deles. Tem cara de bravo mas é super brincalhão e ativo.

Aos poucos, foram pegando confiança. Quando já deixavam de se esconder e vinham logo se achegando quando eu entrava no quarto, a mamãe deles veio buscar... confesso que fiquei surpresa com o nada de trabalho que eles deram. Uns amores. Se fosse a Shiva, eu precisaria pintar as paredes depois desses 3 dias. Só no último dia foi que Guido e Shiva notaram a presença dos gatos. Guido ficou rouco de tanto latir. E Shiva quebrou em 3 pedaços o já debilitado colar elizabetano. Os gatos voltaram para a casa livre de aranhas e, no meu quintal, tudo voltou ao normal.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

visitando Chicó

Ai, que saudades eu estava de Shiva e Guido! Passei 10 dias fora de casa e para isso, tive que deixá-los num hotelzinho. Escolher o local não foi nada fácil, pois da última vez, eles voltaram muito estressados, agressivos e cheios de carrapatos! Eca! Mas desta vez consegui um local bacana, mais barato e limpinho. Eles voltaram para casa alegres, calmos e cheirosos. Quem quiser o contato desse hotelzinho ótimo para bichos, aqui no DF, é só escrever nos comentários deste post.

Estive visitando o Chicó, o adorável cão que vive com meus pais e minha irmã. Ele é um pouco ansioso, mas é lindinho demais! A história dele virá em breve. Foi por estar paparicando Chicó e resolvendo outras mil coisas que o blog ficou sem atualização esses últimos dias, mas agora estou de volta e as notícias serão publicadas, ok?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

o hóspede

Era uma semana esquisita. Shiva estava internada desde domingo para extrair um pequeno abcesso no céu da boca. Eu apavorada, pois fariam uma biópsia para saber do que se tratava. Anos antes, eu já havia visto esse filme e o final não foi feliz. Na terça-feira, 1:30h da madrugada, eu e o Marido voltávamos de um agradável jantar com os primos em seu novo apartamento. Consegui relaxar, conversando sobre outros assuntos. Pertinho de casa, uma coruja no meio da rua nos fez reduzir a velocidade do carro. De repente, salta um cachorro ensandecido do meio do mato, tentando pegar a coruja. A coruja voou, o cachorro travou no meio da rua, e o Marido parou o carro com uma freada brusca. Eu, em alerta, desci do carro e chamei o cachorro maluco. Um lindo cocker branco e caramelo apavorado veio na minha direção, ressabiado, mas se aproximou. Coloquei no carro, levamos para casa. Bebeu quase um litro de água. Comeu toda a ração que lhe foi oferecida. Aceitou os nossos afagos. Dormiu na área de serviço numa caixinha de papelão.


No dia seguinte, acordei cedo e fui examinar com calma o cãozinho. Pulgas cobriam o chão, a caixa, o bichinho. Estava animado, alegre e disposto a brincar. Se coçava muito, claro. Não devia ter mais de um ano. Não fez xixi enquanto não lhe coloquei a coleira e o levei até a árvore mais próxima. "Deve ser de apartamento", pensei. Liguei para clínica e expliquei a situação. Coloquei o cocker no carro e o deixei para um bom banho, com direito a remédio para tirar as pulgas, vermífugo e vacinas. Fui trabalhar. Imprimi cartazes, enviei e-mails, anunciei no site que havia encontrado um cãozinho perdido. No final do dia, busquei-o na clínica e lá deixei R$ 150,00. Cheiroso e de gravatinha, voltou para minha casa no banco da frente. Comeu, brincou, dormiu.

Já fazia uma semana que estava conosco e ninguém telefonou procurando por ele. As pulgas morreram todas, e fez amizade com o Guido. Shiva chegaria da clínica no domingo. O Marido já estava aceitando a idéia de mais um cão, depois de muita insistência minha. Shiva chegou e ele partiu para cima. Ela ficou apavorada! É muito bagunceira e estabanada, mas não tem nada de agressiva. Não tem repertório para lidar com isso. Guido partiu em sua defesa. E um tumulto se instalou. Água fria, e o hóspede voltou para a área de serviço.
Cães em litígio também me lembravam uma situação nada agradável. Resolvi que o hóspede precisava de uma nova família. Minha amiga "gateira" comentou que uma de suas tias estava doida para ter um cachorro... Já fazia 1 mês, e ninguém procurou por ele. Seria melhor para ele uma nova casa e uma nova família. Arranjamos o encontro. Um sucesso! Amor à primeira vista!
O hóspede foi batizado de Eros e segue feliz e contente em seu novo lar. A paz voltou a reinar em minha casa. E o carocinho da Shiva não era nada... só uma feridinha de cicatrização difícil por conta dos ossos de boi roídos. Um final muito feliz para todos, não é?