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terça-feira, 22 de junho de 2010

essa tal felicidade

Afinal, o que é ser feliz? Há milênios a humanidade tenta responder. Alguns explicam através da religião, outros pela filosofia e outros ainda pelas experiências simples do dia a dia. Há aqueles que fazem a opção de juntar um pouco de cada coisa e tem seu jeito próprio de definir o que seja a felicidade. Faça esta mesma pergunta para cem pessoas e terá cem respostas diferentes. E eu espero sinceramente que isto permaneça assim, pois é a diversidade de interesses e da subjetividade que torna a raça humana tão encantadora.

Se alguém me perguntar se meus cães são felizes, eu responderei que sim. Shiva e Guido têm cama quentinha, comida adequada e na quantidade recomendada, água limpa e fresca à vontade, espaço de sobra - inclusive para cavar buracos e ficarem imundos, cuidados veterinários regulares e em casos de emergência, não têm pulgas, carrapatos ou vermes, brincam, correm, se exercitam, e tem o que considero de mais importante para animais domésticos que são: têm amor, muito amor, carinho e atenção. Marido e eu nos desdobramos para estarmos com eles o máximo possível, não só porque eles precisam, mas porque desfrutar da companhia de nossos cães é agradável. Ninguém é obrigado a ter cachorros, nós escolhemos tê-los como membros de nossa família. E estar com eles é ótimo!

Por isso, quando olhar para um cachorrinho, um gatinho ou outro bicho por aí, antes de levar pra casa, pense nisso: quero ter essa criatura como companhia? Porque eles vivem em média de 10 a 16 anos, alguns até mais, demandam cuidados, despesas e muito amor. E ninguém é obrigado a querer amá-los. Mas todas as criaturas sobre a face da Terra têm o direito de serem felizes. E viver acorrentado não deve aparecer nas listas de pessoas nem de animais, né?

PS: Escrevi esse post depois da foto e da legenda que a Bianca, do Cachorrando, questionou aqui.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

gravidez (humana) e convivência com animais

Tenho recebido alguns e-mails sobre o tema e achei por bem esclarecer algumas dúvidas por aqui. A primeira delas é que não sou da área de saúde, mas procuro me manter sempre bem informada sobre tudo que tenha relação com meus cães.

É bom lembrar: gravidez não é doença! E é exatamente por isso que não há a menor necessidade de se desfazer dos animais de estimação nesse período. Alguns médicos ainda são desinformados e trabalham com crenças antigas, de que a gestante deve ficar quase que numa "bolha". Isso não é verdade. Quem tem animais de estimação tem (ou deveria ter) por hábito cumprir o calendário de vacinas e vermifugação desde que o levou para casa, zelando por sua higiene e saúde. Se estas tarefas forem cumpridas com regularidade, as futuras mamães estão seguras! O único cuidado extra será o de usar luvas para recolher as fezes do cão, gato, ave ou pedir que outra pessoa assuma essa tarefa durante a gestação (papais, olha a dica!).

O maior risco em contrair doenças é mesmo a falta de cuidado na higienização dos alimentos, não lavar as mãos adequadamente ou com a frequência necessária e a exposição a animais não vacinados (e aqui a lista é vasta... cães, gatos, aves, cavalos, e por aí vai).

Por isso, quem pretende ser mamãe de gente e já é mãe de cachorro e de gato, só precisa ser uma mãe responsável com seus filhos peludos e curtir junto com eles a espera pelo bebê gente! Nada de mandar embora aquele que foi seu melhor amigo antes do novo membro da família chegar! Seu filho peludo será para o seu bebê um ótimo amigo e excelente companhia! Eu sou uma prova viva: pra quem não se lembra, olha a história da Pepita.

Para quem quiser ler mais sobre o tema, há várias opções. Aqui mesmo, no Dias de Cão, no Gatoca, no Focinhos Gelados, no Licença Maternidade, no Mulheres Grávidas , no Destaque SP, no E-FamilyNet, só pra citar alguns. Tire suas dúvidas com o médico e também com o veterinário! Eles sempre têm dicas importantes. Manter-se bem e corretamente informada é fundamental para as futuras mamães!

terça-feira, 13 de abril de 2010

bichos e eleições: tudo a ver

O ano de 2010 promete: além da Copa do Mundo, que domina o noticiário e as propagandas do rádio e da tv, ainda teremos eleições no Brasil. Mesmo relegadas ao segundo plano - pois só serão o assunto da vez depois do final do evento esportivo - as eleições são um momento especial para quem, como eu, se interessa pelo bem estar dos bichos. Sendo assim, convido cada um a observar, perguntar e se informar sobre as propostas dos candidatos a Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador (e respectivo suplente), Governador, Presidente e seus Vices. São essas pessoas que elegeremos que poderão modificar o tratamento dado aos animais no país nos próximos anos. E como nossos representantes (muito bem pagos), nada melhor do que escolhermos com cuidado em quem depositaremos nossa confiança para mudar e melhorar tudo aquilo que julgamos necessário.

O objetivo desse convite não é fazer campanha para ninguém. O voto é secreto e me reservo o direito de não querer campanha política neste espaço. Minha intenção é chamar a atenção para que não nos esqueçamos disso na hora de avaliar nossos candidatos. Pois sabemos bem da dificuldade de tramitação dos projetos que visam modificar as legislações que são permissivas com os maus tratos. Se cada um escolher bem seu candidato, depois poderá cobrar dele que honre seus compromissos. Votar consciente e exigir que nossos representantes efetivamente nos representem é uma das funções do cidadão numa democracia. Cães, gatos, aves e outros animais não podem votar e nós, que apreciamos sua existência, temos a obrigação de zelar por seu bem estar. E as eleições são uma excelente oportunidade para isso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

altos e baixos

Recebo com frequência e-mails trazendo notícias terríveis sobre maus tratos à cães e gatos e todo tipo de bicho, pedindo que eu ajude a divulgar. Eu sofro, choro, fico horrorizada e me questiono sempre até onde vai a maldade humana. Mas acabo escolhendo não colocar essas notícias aqui no Dias de Cão. Mesmo que alguns me cobrem essa atitude, não tenho vontade de fazaer isso. E os motivos são simples.

Somos bombardeados por notícias ruins o dia inteiro - corrupção, catástrofes, mortes violentas, assassinatos (de gente e de bicho), trânsito... a lista não tem fim. Aqui no blog quero sempre ressaltar os prazeres simples de se conviver com animais, os cuidados e responsabilidades que temos com eles, curiosidades, fotos bonitas... enfim, fazer desse pequeno espaço um lugar tranquilo e sem grandes sobressaltos.

Isso não quer dizer que eu não me importe e que faça vista grossa para a realidade horrorosa do mundo e dos nossos animais de estimação. Mas essas reflexões eu faço quando leio os blogs e sites de outras pessoas e entidades que atuam diretamente na causa, faço doações para algumas sempre que posso e divulgo o trabalho que realizam. Escolhi essa maneira para participar.

Imagino que quem fica chocado com os vídeos horrendos são os mesmos que se chocam ao saber dos fatos sem ver as imagens. Os que cometem atrocidades contra animais não se chocam ao ver esses atos documentados, devem ser como pedófilos, que acham mesmo é bacana.

Aqui no Dias de Cão tem sempre espaço para a posse responsável, para o amor aos bichos, às plantinhas e para boas notícias, como essa aqui. As notícias que me tiram o sono, como bichos envenenados por crueldade, prefiro comentar diretamente com as pessoas envolvidas e trazê-las aqui só se achar que estarei ajudando de alguma maneira. Espero que quem passa pelo blog entenda...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

vivendo e aprendendo

"Mas para quê você quer um cachorro?" Esta pergunta já me foi feita várias vezes - obviamente por pessoas que não têm bichos em casa e nem pensam nessa possibilidade. Dependendo de quando a pergunta me encontra, respondo mais (ou menos) de forma polida. Mas como aqui no blog posso falar do que eu quiser, eis aqui as minhas mais sinceras motivações para escolher cães como companhia:

Cães são adoráveis. Sua doçura faz com que as aporrinhações de um dia inteiro de trabalho se dissolvam ao atravessar o portão de casa. Eles guardam nosso lar das chateações do mundo, pois ao sermos recepcionados de maneira calorosa quando chegamos é impossível não sorrir para eles. Só isso já nos deixa mais leves.

Cães são travessos. Suas aprontações por vezes nos irritam, mas nos ensinam a exercitar a organização, a tolerância e a paciência. Não adianta gritar, esbravejar e falar palavrão. Eles não vão nos ofender, nem gritar de volta. Nós é que temos que descobrir como nos comunicar com eles de maneira mais acertiva e parar de deixar coisas espalhadas.

Cães são surpeendentes, mesmo quando amam rotina. Não conheço nenhum bicho mais apegado à rotina do que cachorro. Sabem a hora de comer, de sair para passear, de "discomer", de dormir. Experimenta alterar a rotina para ver no que dá: latidos, protestos, choramingos... E mesmo assim, eles sempre descobrem um jeito diferente de fazer um agrado, uma peripécia, uma travessura, uma fofura nova.

Cães são gregários. Não nasceram para ficarem sozinhos. Eles precisam da companhia de um outro cão, de pessoas, e aceitam até mesmo um gatinho. Gostam de estar perto, de contato físico, de carinho. Nos ensinam a doçura e a compreensão. Sabem quando estamos tristes ou alegres e dividem conosco esses momentos.

Conviver com eles nos ensina mais: nos faz exercitar cotidianamente o convívio com o diferente, com o novo, com o que não compreendemos, com aquilo que não somos. E quando olho para o mundo que está fora do meu portão, vejo que esse exercício faz uma falta danada para resolver os conflitos que acontecem todos os dias. E me pergunto: "Como assim tem gente que não quer ter um cachorro?"

PS: Imagino que gatos, aves e outros bichos exerçam esse mesmo prazer na convivência. Mas como só tenho cães, falo só deles...